Tenho baixa reserva ovariana. A FIV pode me ajudar?
- Ana Elisa

- 30 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Receber o diagnóstico de baixa reserva ovariana pode ser angustiante, especialmente quando o

sonho da maternidade pulsa. Essa condição está ligada ao número e à qualidade dos óvulos que a mulher possui, e muitas vezes vem acompanhada de pressa, insegurança e dúvidas.
Mas se você está vivendo esse momento, saiba que existe, sim, um caminho possível.
O congelamento de óvulos e a fertilização in vitro (FIV) são alternativas eficazes para mulheres com baixa reserva ovariana, especialmente quando o tratamento é bem planejado e individualizado.
Neste artigo, você vai entender o que é baixa reserva ovariana, como ela afeta a fertilidade e por que a FIV pode ser uma aliada importante na busca pela gravidez.
O que é baixa reserva ovariana?
A reserva ovariana é a quantidade de óvulos que a mulher ainda possui. Com o passar dos anos, essa reserva naturalmente diminui, tanto em número quanto em qualidade.
A baixa reserva ovariana pode acontecer de forma fisiológica, como no envelhecimento reprodutivo natural, ou de forma precoce, em mulheres jovens por causas genéticas, cirurgias, quimioterapia ou endometriose.
Ela costuma ser diagnosticada por meio de exames como:
Dosagem do hormônio antimülleriano (AMH)
Contagem de folículos antrais no ultrassom transvaginal
FSH elevado no início do ciclo
Baixa reserva ovariana impede engravidar?
Não. A baixa reserva ovariana não significa que a mulher não pode engravidar, mas que o tempo e a qualidade dos óvulos se tornam fatores críticos.
Então se o intuito é planejar a gravidez para o futuro, avaliar o congelamento de óvulos o quanto antes é uma boa estratégia pois a resposta aos estímulos hormonais em tratamentos de fertilidade tenderá a ser cada vez mais escassa.
Por isso, o acompanhamento precoce com ginecologista especialista em reprodução humana é fundamental para definir a melhor estratégia.
A FIV é indicada para baixa reserva ovariana?
Sim. A fertilização in vitro é uma das principais opções para mulheres com baixa reserva. Isso porque:
Permite o uso de protocolos específicos para estimular o maior número possível de óvulos
Possibilita o congelamento de embriões em ciclos consecutivos, quando necessário
Aumenta as chances de fecundação devido a ICSI- Injeção intracitoplasmática de espermatozoides
Possibilita o uso de óvulos doados, em casos mais avançados
Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando idade, exames, histórico e desejo reprodutivo.
O que esperar da FIV nesses casos?
A taxa de sucesso da FIV em mulheres com baixa reserva ovariana pode ser mais baixa em comparação com mulheres com reserva normal.
Mas calma. Muitos casos têm bons resultados quando há diagnóstico precoce, escolha do protocolo ideal e uma equipe experiente em lidar com pacientes com reserva diminuída.
Em alguns casos, recomenda-se:
Estratégias de acúmulo de embriões (mais de um ciclo)
Uso de coenzimas e antioxidantes para melhorar qualidade dos óvulos
Suporte emocional durante o processo
Existe idade ideal para tentar a FIV com baixa reserva?
Quanto mais cedo o tratamento for iniciado após o diagnóstico, maiores são as chances. A partir dos 35 anos, há queda mais acentuada na quantidade e qualidade dos óvulos.
Mesmo assim, a idade não deve ser uma barreira, mas sim um fator a ser considerado no planejamento. A avaliação médica é essencial para definir o melhor momento e abordagem.
Conclusão: diagnóstico não é destino
Ter baixa reserva ovariana pode ser um desafio, mas também pode ser o início de um plano claro, individualizado e possível. A fertilização in vitro oferece caminhos reais para quem deseja engravidar mesmo diante de um diagnóstico delicado.
Se esse é o seu caso, não adie sua decisão. Agende sua consulta para avaliar seu quadro e traçar o melhor plano para transformar o seu sonho em realidade. A medicina reprodutiva evoluiu, e você não está sozinha nesse processo.
Agende sua consulta com a Dra. Ana Elisa Tavares ou tire suas dúvidas pelo WhatsApp:
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FAQ – Perguntas Frequentes
Tenho baixa reserva ovariana. Devo tentar engravidar naturalmente primeiro?
Depende da sua idade, exames e tempo tentando engravidar. Em alguns casos, a FIV deve ser iniciada logo para não perder tempo reprodutivo.
Qual o exame mais importante para saber se tenho baixa reserva?
O hormônio antimülleriano (AMH) é o principal marcador da reserva ovariana.
A FIV com baixa reserva funciona mesmo?
Sim. Apesar das chances serem menores pois o número de óvulos maduros por ciclo é menor, há muitos casos de sucesso, especialmente com protocolos personalizados.
Posso usar óvulos doados se não tiver mais óvulos suficientes?
Sim. A ovodoação é uma alternativa ética e segura para mulheres com insuficiência ovariana ou sem óvulos viáveis.
Quanto tempo leva o processo de FIV em casos de baixa reserva?
Pode ser feito em um ciclo, mas em alguns casos o acúmulo de embriões em ciclos consecutivos é necessário, o que pode estender o tratamento por mais de um mês.
Fonte:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)Manual de Reprodução Assistida – FEBRASGOESHRE Guidelines on Poor Ovarian Response (2022)UpToDate – Evaluation and Management of Diminished Ovarian Reserve
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